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Noticias : RN elabora plano de adesão para PVHA
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| Enviado por Paulo em 31/08/2010 11:39:33 (22 leituras) |
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Estabelecer o cuidado integral do paciente de HIV/aids e hepatites virais no Rio Grande do Norte. Essa é a proposta dos gestores municipais, estaduais e representantes do movimento social que vão elaborar, hoje (31), um plano para fortalecer estratégias nessa área. A adesão ao tratamento não é uma abordagem voltada apenas para incentivar a ingestão adequada de medicamentos. Envolve também ações de prevenção e melhoria da qualidade de vida, por meio da realização de exames periódicos, estabelecimento de vínculo com os profissionais de saúde e acesso à informação, além de adequação aos hábitos e às necessidades de cada paciente. A boa adesão ao tratamento é uma das principais medidas para o enfrentamento da aids no Brasil. Em 12 anos, a sobrevida de pacientes com a doença dobrou, graças ao acesso universal à terapia antirretroviral. “Um plano como esse motiva e orienta tanto usuários quanto profissionais de saúde para uma melhor abordagem ao paciente”, defende Eduardo Barbosa, diretor adjunto do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde. O documento será elaborado com base nas diretrizes do Governo Federal para a melhoria do cuidado integral aos pacientes de HIV e hepatites. Uma ação efetiva nesse sentido é o início das atividades, neste 1º de setembro, de um Serviço de Atenção Especializada (SAE) e um Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) na capital do estado, Natal. As unidades de saúde facilitarão e agilizarão o atendimento para os pacientes de aids, além de estarem em sintonia com as necessidades atuais dessa população. Eduardo Barbosa e técnicos do Departamento estão na cidade para apoiar e acompanhar a elaboração do plano e conhecer o novo Serviço. O diretor também se reunirá com os secretários de saúde do estado e da capital potiguar para estabelecer parcerias, orientar o processo de gestão e apoiar as organizações da sociedade civil no enfrentamento do HIV e das hepatites virais.
Fonte: Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde
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Noticias : China julga 1º caso portador de HIV discriminado no trabalho
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| Enviado por zecarlos em 31/08/2010 10:21:14 (14 leituras) |
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Um tribunal de justiça da província central chinesa de Anhui aceitou tramitar o primeiro caso de discriminação por Aids em um ambiente de trabalho na China.
Segundo informou nesta terça-feira o jornal oficial China Daily, um tribunal da cidade de Anqing aceitou a denúncia de um cidadão chinês, cuja identidade não foi revelada, contra a secretaria municipal de educação, que lhe negou um emprego de professor após exames que detectaram que era portador do vírus HIV.
O denunciante tinha sido selecionado após provas escritas e uma entrevista pessoal, mas o escritório de Anqing o afastou da seleção após os resultados dos exames clínicos, que foram realizados aos candidatos antes do começo do trabalho.
Zheng Jineng, advogado do denunciante, assegurou que seu cliente não procura nenhuma compensação econômica, e que só quer poder trabalhar, já que passou pelo processo de seleção.
"Espero que o caso possa chamar a atenção da opinião pública e que ajude a proteger as pessoas que buscam emprego perante qualquer tipo de discriminação", disse o letrado.
Oficialmente, a China reconhece 740 mil portadores do HIV, embora as ONGs elevem o número até vários milhões. Este é o primeiro caso em que a Justiça do país aceita tramitar um caso de discriminação laboral por esse motivo.
Nos anos 80, o Governo chinês considerava a Aids como um "mal estrangeiro", enquanto dezenas de milhares de seus cidadãos se contagiavam dentro do país por conta de negócios ilegais de compra e venda de sangue.
Após anos de esquecimento e discriminação dos portadores do vírus, o Executivo chinês mudou sua atitude com campanhas de prevenção e de conscientização, pedindo à população que não condene soropositivos e doentes de Aids ao ostracismo.
Fonte: Site Terra
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Noticias : Casos de Aids crescem 7% em toda a Paraíba
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| Enviado por zecarlos em 30/08/2010 10:38:43 (14 leituras) |
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O número de pessoas que recebem tratamento para controle da Aids aumentou cerca de 7% na Paraíba, conforme dados da Secretaria Estadual de Saúde (SES). Até o fim do ano passado, 1.784 pessoas estavam tomando o coquetel de medicamentos para controlar a ação do vírus. Só no primeiro semestre deste ano, 118 novos pacientes tiveram que aderir ao tratamento, totalizando 1.902 pessoas. No trabalho de prevenção da doença e fuga do crescimento na quantidade de casos a secretaria envia, todo mês, cerca de 1 milhão de preservativos para postos de saúde, Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA), ONGs e hospitais públicos.
Campanhas de orientação têm alertado sobre o ampliação da doença. O gerente estadual do núcleo DST/AIDS, Ricardo Gomes, afirma que mesmo sendo um número suficiente para atender a população, o uso do preservativo ainda está longe do esperado. "As campanhas na mídia e o acesso a informação tem melhorado muito a conscientização da população sobre o assunto, mas ainda há muito preconceito quando o assunto é Aids e o uso de camisinha", diz o gerente. Nas palestras promovidas pelos CTAs, Ricardo afirma que as dúvidas da população permanecem as mesmas. "Ainda há muitas pessoas que caem no mito de que a Aids é uma doença que só alcança determinados grupos, como os homossexuais e as prostitutas. Essa afirmação é muito perigosa, pois hoje em dia todas as pessoas que tem contato sexual sem o uso da camisinha correm o risco de contrair a doença", afirma Ricardo.
Pensamentos deste tipo refletiram em números preocupantes. Em 2009, dos 45 casos de HIV confirmados no Estado, 30 eram mulheres. "Nos anos 80, a proporção era de 15 pessoas do sexo masculino para uma do sexo feminino. Nos anos 90 a proporção foi de cinco para um. Hoje, é de dois homens para uma mulher", diz o gerente.
Em João Pessoa, o principal centro de distribuição de preservativos fica no CTA que funciona dentro do Centro Integral à Saude, localizado em Jaguaribe. No local, além da testagem gratuita, são realizadas palestras sobre Aids e outras DSTs, além de orientação para o uso da camisinha masculina e feminina.
Para receber os preservativos nos CTAs, não é preciso apresentar documento de identidade. "A pessoa pode solicitar a quantidade que achar necessária. Não existe quantidade mínima", explica Ricardo Gomes. No primeiro semestre de 2010, o CTA de Jaguaribe atendeu cerca de 33 mil pessoas, com 60.489 mil exames realizados.
Pesquisa
Um estudo feito pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), em sete escolas da rede estadual, mostrou que pelo menos 57% dos jovens de João Pessoa não utilizam o preservativo em todas as relações sexuais, ficando vulneráveis à incidência de uma gravidez indesejada ou DST. Além disso, 25,7% deles disseram não usar a camisinha simplesmente por não gostar.
Os adolescentes e jovens, com idades entre 14 e 19 anos, ouvidos pela pesquisa, feita por Valéria Siqueira, revelaram que 94,4% do público pesquisado sabem da distribuição gratuita de preservativos nas unidades de saúde. No estudo foram entrevistadas 302 meninas e 190 rapazes. Desse universo,40% já iniciaram a vida sexual, com início médio aos 14,4 anos para os meninos e 15,2 para as garotas.A maior parte afirmou que usou a camisinha na primeira relação, 53,7%, mas esse hábito não foi mantido em todas as relações por diversos motivos: não gostar (25,7%) e possuir um único parceiro (21,9%), argumentos geralmente conhecidos dos meninos e meninas.
Fonte: O Norte
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Noticias : ONU debate na Austrália saúde global e prevenção da Aids
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| Enviado por zecarlos em 30/08/2010 10:31:36 (14 leituras) |
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A melhora da saúde em nível global e, em particular da saúde materna e infantil, através da prevenção da Aids, é o objetivo principal da 63ª Conferência do departamento de Informação Pública da ONU e das ONG dedicadas à saúde, inaugurada nesta segunda-feira em Melbourne.
O diretor do escritório da ONU dedicado a combater a Aids, Michel Sidibé, disse que com a ajuda das ONGs as novas infecções de HIV se reduziram em 17% e que só na África foram evitadas 400 mil novas infecções, mas também apontou que não se pode trabalhar apenas em prevenir esta doença, mas é preciso melhorar a saúde em geral.
A conferência pretende avançar nos Objetivos do Milênio da ONU que têm como horizonte 2015 e que inclui, entre outros, a erradicação da extrema pobreza e da fome, o acesso universal à educação, a redução da mortalidade infantil e de doenças como a aids, a igualdade entre os sexos, a melhora da saúde materna, a sustentabilidade meio ambiental e a conquista de um pacto global para o desenvolvimento.
"Os objetivos 3, 4, 5 e 6 são um grupo indivisível", disse Sidibé se referindo a que a saúde é necessária para conseguir a autonomia da mulher, reduzir a mortalidade infantil e combater a Aids, a malária e outras doenças.
Mais de 1.400 delegados de 70 países participam do evento, de três dias, no qual as ONGs que trabalham com a ONU discutirão como melhorar suas atividades.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, deu as boas-vindas em mensagem gravada. Ban Ki-moon disse que as conclusões da reunião de Melbourne servirão para a reunião da Assembleia Geral das Nações Unidas, em setembro em Nova York, a fim de avaliar o grau de cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.
Fonte: Site Terra
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Noticias : Estudo confirma ligação entre síndrome da fadiga e vírus
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| Enviado por zecarlos em 30/08/2010 10:27:39 (22 leituras) |
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No último outono, quando a revista Science publicou um chamativo estudo associando a síndrome da fadiga crônica a um retrovírus recém-descoberto, muitos especialistas se mantiveram céticos - especialmente depois que quatro outros estudos não encontraram nenhuma associação parecida.
Agora, uma segunda equipe de pesquisa relatou uma ligação entre a síndrome da fadiga e a mesma classe de vírus, uma categoria conhecida como vírus relacionados ao MRV. Num artigo publicado em 23 de agosto por "The Proceedings of the National Academy of Sciences", cientistas descobriram sequências genéticas de diversos vírus relacionados ao MRV em células sanguíneas em 32 de 37 pacientes com fadiga crônica, mas apenas três em 44 pessoas saudáveis.
Os pesquisadores não encontraram XMRV, o retrovírus específico identificado em pacientes no último outono. Porém, ao confirmar a presença de um grupo de vírus geneticamente similares, o novo estudo representa um avanço significativo, segundo especialistas.
"Eu acho que isso esclarece a questão de se o estudo inicial era verdadeiro ou não", disse K. Kimberly McCleary, presidente da CFIDS Association of America, a principal organização para pessoas com a síndrome da fadiga crônica.
Leonard A. Jason, professor de psicologia da Universidade DePaul e um dos principais pesquisadores da síndrome, concorda. "Essa classe de retrovírus será provavelmente uma importante peça do quebra-cabeça", disse ele.
A síndrome da fadiga crônica - que, segundo estimativas, atinge um milhão de norte-americanos - não possui uma causa conhecida, nem exames de diagnóstico, embora os pacientes mostrem sinais de anormalidades imunológicas, neurológicas e endocrinológicas. Além de uma severa exaustão, os sintomas incluem distúrbios de sono, problemas cognitivos, dores em músculos e juntas, inflamação na garganta e dor de cabeça.
O novo artigo, produzido por pesquisadores do Instituto Nacional de Saúde, da FDA (órgão que regulamenta a comercialização de medicamentos e alimentos nos EUA) e da Faculdade de Medicina de Harvard, foi aceito para publicação em maio. Redes sociais e comunidades online logo descobriram as informações gerais e esperavam avidamente pelo artigo.
Em julho, porém, pesquisadores de outra agência federal, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, da sigla em inglês), publicaram um estudo que não encontrou XMRV ou outros vírus relacionados ao MRV em pacientes com a síndrome. As descobertas conflitantes levaram os editores da "Proceedings", assim como os autores do novo artigo, a postergar a publicação e obter mais revisões. Alguns pacientes expressaram preocupação de que importantes informações científicas pudessem ser omitidas.
Pessoas com um diagnóstico de síndrome da fadiga crônica estão acostumadas a ouvir cientistas, médicos, empregadores, amigos e familiares afirmarem que a condição é psicossomática ou relacionada a stress ou traumas, apesar das evidências de que ela é frequentemente deflagrada por uma doença viral aguda. Muitos ficaram eufóricos ao saber que o segundo estudo estava sendo publicado.
"Realmente esperamos que isso mude a visão das coisas", afirmou Mary Schweitzer, uma historiadora que escreveu e palestrou sobre portar a doença. "Os pacientes estão esperançosos que agora a própria doença possa ser levada com seriedade, que eles serão tratados com seriedade, e que pode haver uma solução".
O principal autor do novo artigo, Dr. Harvey J. Alter, especialista em doenças infecciosas do Instituto Nacional de Saúde, disse estar bastante ciente a respeito do interesse em suas descobertas, mas que estava impossibilitado de responder publicamente.
"Eu concordava com o desejo de saber das pessoas. Era difícil, pois não podíamos nos comunicar diretamente com a comunidade de pacientes até que o artigo fosse publicado", disse ele.
Os retrovírus, incluindo o HIV, armazenam seu código genético como RNA, o convertem em DNA e se integram ao genoma das células hospedeiras para replicar. Pelo menos três medicamentos anti-retrovirais, usados contra o HIV, mostraram em laboratório que inibem o XMRV, que também foi associado ao câncer na próstata.
Alguns pacientes de fadiga crônica já estão experimentando medicamentos para HIV prescritos para outros fins. Uma paciente, a Dra. Jamie Deckoff-Jones, médica de Santa Fe, no Novo México, administra um blog bastante popular sobre sua melhora de saúde ao tomar anti-retrovirais prescritos por seu médico.
"Acho que os pacientes mais doentes têm o direito de tentar esses medicamentos", comentou, por e-mail. Alter foi rápido em apontar que "ainda foi provado" que um retrovírus cause a síndrome da fadiga crônica. Essa infecção poderia resultar de problemas básicos do sistema imunológico. Além disso, continua sendo incerto por que apenas duas equipes de pesquisa descobriram evidências de retrovírus. Uma razão poderia ser que equipes diferentes tenham usado métodos diversificados de testes e detecção; autoridades federais de saúde organizaram um esforço para padronizar o processo.
Os estudos também usaram métodos distintos para a amostragem de pacientes com a síndrome. Muitos especialistas e pesquisadores argumentam que a estratégia dos CDC levaria a um exagero de diagnósticos, pois falha em distinguir completamente a doença de distúrbios psiquiátricos como a depressão.
Autoridades da agência dizem que seus métodos são sólidos. William M. Switzer, microbiólogo e principal autor do artigo da agência, disse que a nova pesquisa "traz descobertas muito intrigantes, que precisam ser confirmadas".
As descobertas claramente levantam preocupações com a segurança do suprimento de sangue. Em julho, a AABB (American Association of Blood Banks, ou associação americana de bancos de sangue) recomendou que as pessoas com a doença sejam desestimuladas a doar, até que saiam novos estudos.
"A possibilidade de que esses agentes possam ser transmissíveis pelo sangue e patogênicos em recipientes justifica uma extensa investigação de pesquisa", escreveram Alter e seus co-autores no novo estudo.
Judy A. Mikovits, principal autora do artigo da Science, pretende organizar experimentos clínicos de anti-retrovirais até o fim do ano, apontando que eles poderiam levar a respostas sobre se os retrovírus causam a doença, além de tratamentos eficazes (Mikovits é diretora de pesquisa do Whittemore Peterson Institute for Neuro-Immune Disease, na Universidade de Nevada, em Reno, que colaborou no estudo do XMRV com o Instituto Nacional do Câncer e com a Cleveland Clinic.)
Cara Miller, porta-voz da Gilead, que fabrica um dos medicamentos para HIV testados contra o XMRV, disse que a empresa estava interessada, mas procedendo com cautela. "Estamos acompanhando esse campo em evolução", escreveu ela, por e-mail, "e continuaremos a avaliar futuras possibilidades de pesquisa".
Fonte: The New York Times
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