Com o aumento da esperança de vida, Pessoas Vivendo com HIV e AIDS (PVHA) enfrentam ameaça do câncer, diz estudo
Pessoas com HIV têm duas vezes mais risco de desenvolver câncer do que aquelas que não têm HIV. As probabilidades dos homens com HIV são 2,3 vezes maior, enquanto as mulheres com HIV têm 1,5 vezes mais probabilidades de desenvolver outros tipos de câncer, de acordo com estudo que será apresentado no Congresso Anual da Associação Americana de Pesquisa sobre o Câncer, em Washington, informou ontem o Health Day.
Entretanto, as PVHA têm taxas de incidência similares às da população em geral. Os pesquisadores não examinaram as causas do risco em potencial, mas disseram que os médicos devem avisar aos seus pacientes com HIV.
“Em particular, os médicos de soropositivos devem perguntar aos pacientes sobre os fatores associados ao risco de câncer”, disse Meredith Shiels, epidemiologista da Escola de Saúde Pública da Universidade John Hopkins, em nota à imprensa emitida pelos organizadores do congresso. “Por exemplo, o cigarro, que causa muitos tipos de câncer, também eleva o risco de câncer entre pessoas soropositivas.”
Shiels e seus colegas de pesquisa chegaram às conclusões depois de analisar 11 estudos norte-americanos e internacionais que comparam taxas de câncer de pacientes soropositivos e da população em geral.
O tratamento anti-retroviral elevou a esperança de vida das PVHA, que agora enfrentam maior risco de câncer, uma doença cujo risco aumenta com a idade. Alguns tipos de câncer foram ligados ao HIV, como o sarcoma de Kaposi, o linfoma não-Hodgkin e o câncer cervical.
O Ministro da Saúde José Gomes Temporão em artigo publicado no jornal Valor Econômico afirma que a subordinação às importações, principalmente de tecnologia, torna o Sistema Único de Saúde vulnerável. Segundo o ministro, o governo federal tem trabalhado para reverter essa situação com o reforço na produção de seus nove laboratórios oficiais em atividade. O investimento saltou de R$ 10 milhões em 2002, para R$ 318 milhões entre 2003 e 2007 (cerca de R$ 63,6 milhões anuais). O artigo destaca o pedido do Laboratório Farmanguinhos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de registro para a produção do medicamento Efavirenz, utilizado no coquetel contra a aids. Fruto de uma Parceria Público Privada, contando com as empresas Globequímica (SP), Cristália (SP) e Nortec (RJ), o acordo demonstra a capacidade de o Brasil produzir conhecimento e atender a demanda nacional. Temporão lembra ainda que neste mês, o laboratório também solicitou à agência o registro do medicamento Lamivudina + Zidovudina (30+60) mg comprimidos, um anti-retroviral infantil. O jornal traz também uma série de matérias sobre o parque industrial da saúde no Brasil e entrevista com o Ministro.
CRISE ECONÔMICA PODE REDUZIR AÇÕES ANTI-HIV NO MUNDO
De acordo com o diretor de iniciativas globais do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV e Aids (Unaids) no Brasil, Luiz Loures, a crise econômica atual pode reduzir a verba destinada ao combate à aids. Ele ressalta, no entanto, que essa diminuição só deve ocorrer em médio prazo. Na opinião de Pedro Chequer, representante do Unaids no Brasil, “o grande desafio que nós vemos é a utilização oportuna do recurso”, disse. A matéria é da Agência de Notícias da Aids.
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O Clipping de Notícias do Programa Nacional de DST e Aids é uma seleção de reportagens, entrevistas, artigos, cartas e demais conteúdos disponíveis em jornais e sites sobre assuntos ligados à temática das DST, aids e sexualidade. Os textos são a reprodução do que é divulgado na imprensa internacional e nacional e não representam necessariamente a opinião do PN-DST/AIDS, que divulga todos os conteúdos de forma transparente e isenta. A sinopse é o resumo dos textos considerados novos ou relevantes para o público interessado nos temas deste clipping. Boa leitura.
A Folha de São Paulo informa que Balanço da Secretaria de Estado da Saúde mostra que as mulheres respondem por 75% dos 97.554 casos de doenças sexualmente transmissíveis, fora aids, registrados de 1998 a junho de 2008 no Estado de São Paulo. O maior número se explica pelo fato de que as mulheres procuram mais os médicos. Entre elas, 62% dos casos se referiram à síndrome do corrimento cervical.
CONFERÊNCIA DISCUTE MONITORAMENTO DOS OBJETIVOS DO MILÊNIO
Jornal de Brasília divulga a realização da primeira edição da Conferência Brasileira e Internacional de Monitoramento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio do Setor Saúde, que será aberta hoje, às 10h, no Palácio do Itamaraty, pelos ministros da Saúde José Gomes Temporão, e Celso Amorim, das Relações Exteriores. Serão apresentadas as experiências brasileiras para reduzir a mortalidade infantil e materna, enfrentar e conter o avanço do HIV e de outras doenças. O assunto também foi destaque na Agência de Notícias da Aids.
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Agência de Notícias da Aids divulga a comemoração dos 25 anos de existência do Programa Estadual de DST e Aids de São Paulo. Para marcar a data, será realizado evento nos dias 17, 18 e 19 de novembro, no Centro de Convenções Rebouças, São Paulo. As atividades abordarão a história, avanços e desafios do Programa Estadual DST/Aids nos contextos nacional e internacional. O Programa foi o primeiro do Brasil e tem quatro objetivos básicos: vigilância epidemiológica; esclarecimento à população para evitar o pânico e discriminação dos grupos considerados vulneráveis na época; garantia de atendimento aos casos verificados; orientação aos profissionais de saúde.
DESAFIO DA AIDS NA TERCEIRA IDADE NO NEW YORK TIMES
A Agência de Notícias da Aids reproduz reportagem do New York Times sobre o desafio da Aids na terceira idade. Nos Estados Unidos, 29 por cento das pessoas infectadas com HIV têm mais de 50 anos. E devido ao sistema imunológico se deteriorar com a idade, o vírus é ainda mais agressivo em pessoas idosas. Segundo o jornal, há uma alarmante taxa de infecção pelo HIV entre os americanos mais velhos. Em 2005, 15 por cento dos novos diagnósticos de HIV e Aids foram entre pessoas com mais de 50 anos, de acordo com o Centers for Disease Control and Prevention. Entretanto, as recomendações de rastreamento da Aids do governo só são até a idade de 64 anos, omitindo a população mais idosa.
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A Agência de Notícias da Aids traz matéria sobre as intenções de ativistas sul-africanos de incriminar o ex-presidente do país pela morte de 330 mil pessoas com aids entre 2000 e 2005. Esses ativistas brigam há anos pelo direito ao tratamento com anti-retrovirais dos doentes em instituições públicas do país. Mbeki passou os nove anos dos seus dois mandatos como presidente a negar a ligação direta entre o HIV e a aids, subscrevendo uma série de teses dos chamados "cientistas dissidentes" e resistindo à introdução no sistema público de saúde dos tratamentos com anti-retrovirais. “Um estudo publicado em 20 de outubro pela Escola de Saúde Pública de Harvard, e assinado pelo professor Pride Chigwedere, conclui que esses soropositivos morreram, em resultado da ausência de programas de tratamento com anti-retrovirais na África do Sul, decorrente da negação sistemática do presidente e da sua ministra da Saúde relativa ao HIV/Aids.”, diz a matéria.
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